A convocação de Dunga
Por Cesar Candido dos Santos
Em uma pausa no trabalho para tomar um café com mais três colegas, fui questionado sobre a convocação de Dunga para o amistoso entre Brasil e Estônia.
Respondi que não vi nenhuma grande surpresa. Os jogadores que terminaram a Copa das Confederações como titulares (Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Luisão, André Santos, Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires, Kaká, Robinho e Luís Fabiano) estão garantidos na próxima Copa do Mundo. Juan, Miranda, Daniel Alves, Josué, Elano e Julio Baptista também fazem parte do grupo há tempos e dificilmente não irão para a África do Sul.
A vaga na lateral-esquerda segue indefinida. Marcelo (Real Madrid) ganhou mais uma chance, e acho que também vale a pena analisar Fábio Aurélio, que está machucado, mas na última temporada jogou muita bola no Liverpol.
No ataque, duas vagas seguem abertas. Nilmar merece mais chances, pois ainda não teve tempo e oportunidades suficientes para mostrar trabalho. Já Alexandro Pato, que até agora não convenceu, começa a perder espaço. Mas a grande surpresa foi a convocação de Diego Tardelli.
O atleta do Atlético-MG está muito bem no Brasileirão, mas ainda não era hora de vestir a amarelinha. Isso pode até fazer com que ele perca a cabeça, algo muito comum em sua carreira. Talvez fosse o momento de dar uma chance a Kléber. Mas até dá para entender Dunga, pois o atleticano é mais jogador de área que o cruzeirense. Até por isso, acredito que, até a Copa, a terceira vaga no ataque será de Adriano, melhor centroavante que temos. Ainda sobra uma vaga. Para mim, ela não será nem de Nilmar nem de Pato, mas sim de Ronaldinho Gaúcho, porém, isso só o tempo dirá…
Quando o café já estava quase acabando e eu achava que escaparia da pergunta de sempre, ela veio… “E o Gilberto Silva? Por que ele ainda é convocado? Não seria hora de dar uma chance para Elias, Cristian, Pierre ou o Hernanes?”.
Dunga seria o mais indicado para responder estas questões, mas, como ele não estava ali na padaria, sobrou para mim…
Todo treinador tem aquele jogador que confia e vai com ele até o fim, mesmo que seja muito criticado por isso. Além do mais, Gilberto Silva é experiente, disputou duas Copas do Mundo e tem características que nenhum dos seus concorrentes na posição possuem. O volante é alto e cabeceia muito bem. Taticamente, ele é o mais indicado para ficar na frente dos zagueiros e ajudar a combater as bolas áreas (sejam elas lançadas ou cruzadas).
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