Galo bom de briga
Por Cesar Candido dos Santos
Antes do começo do Brasileirão, muitos apontavam o Atlético-MG como um forte candidato ao rebaixamento. Com uma equipe repleta de jogadores que já passaram por outros grandes clubes do futebol nacional e nunca convenceram, a maioria dos “especialistas” acreditava que uma vaga na Sul-Americana seria o máximo que o alvinegro poderia almejar.
Com 13 rodadas disputadas, o Galo ainda vai ter que jogar muito para lutar contra a alcunha de “cavalo paraguaio”, mas já demonstra que tem condições de brigar até o final da competição por uma vaga no G-4.
Uma das grandes virtudes da equipe mineira é pressionar a saída de bola adversária no ataque e forçar o erro do rival. Guardadas todas as proporções, algo muito parecido com o que fazia o São Paulo campeão de 2006 e 2007 (o time do ano passado já não tinha tanto esta característica).
Diego Tardelli parece ter colocado a cabeça no lugar e encontrou em Belo Horizonte o ambiente ideal para mostrar todo seu potencial. O rápido Éder Luis também voltou a jogar como antes, e o experiente Júnior, agora no meio-de-campo, demonstra fôlego e bola para municiar a dupla de ataque.
Os números do Atlético-MG também comprovam o bom momento da equipe. O Galo tem o segundo melhor ataque do Brasileirão, com 27 gols (fica atrás apenas do Barueri, com 29). A defesa é a menos vazada, e a bola entrou na meta alvinegra apenas 13 vezes.
O time já demonstrou ser bom. Basta saber se o elenco do Galo será capaz de manter o padrão ao longo das 38 rodadas, pois as opções no banco de reserva parecem escassas. A diretoria mineira sabe disso, e já começou a fazer sua parte. Wellington Saci e Renteria chegaram, e mais reforços para compor o grupo devem estar por vir.
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