Sobre raposas e bruxas
Por Cesar Candido dos Santos
Se o Cruzeiro tivesse a mesma paciência que o Estudiantes teve quando sofreu o primeiro gol, talvez o resultado da final da Libertadores seria diferente.
Chegou a ser escandalosa a tranquilidade dos argentinos após Henrique estufar as redes e inflamar o Mineirão. Parecia que eles sabiam que era questão de tempo para virar o jogo. E estavam certos…
Tranquilidade que começa nos pés do excelente Verón, que venceu o duelo com Ramires, soube controlar o meio-de-campo e iniciou a jogada para o gol de Fernández. O empate desestabilizou a Raposa, mas não mudou a postura da equipe de La Plata. Continuou no seu estilo, no seu ritmo e chegou a virada com Boselli.
Apontar culpados depois de uma derrota é fácil, mas o fato é que novamente o lado emocional pesou contra os brasileiros em uma decisão contra argentinos. Poderia listar aqui um milhão de exemplos, mas palmeirenses, corintianos, são-paulinos, santistas, cruzeirenses, gremistas, botafoguenses e torcedores de todos os outros times do Brasil sabem muito do que estou falando.
Na Libertadores, o sangue frio e a catimba argentina fazem diferença sobre a ginga brasileira. Eles não temem a pressão da torcida, o peso de jogar fora de casa, o favoritismo do adversário ou as provocações, pois sabem que é apenas uma partida de futebol…
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