É…. ele voltou!
Dia seguinte do empate em 2 a 2 com o Internacional, que deu o tricampeonato da Copa do Brasil, ao Corinthians, parei para pensar e constatar, o por quê de tanto sucesso em tão pouco tempo.
A primeira, e óbvia, é que foi merecido. Desde o começo do ano, técnico, jogadores e direção do clube deixaram claro que a prioridade era a conquista da Copa, passaporte direto para a Libertadores de 2010. Feito conquistado, com um Paulistão no caminho, o passo seguinte foi tentar descobrir o segredo deste time.
Toda equipe começa com um bom goleiro. Ok, ditado velho, mas sempre útil nessa situação. Arrisco a dizer que Felipe é o segundo melhor goleiro do país na atualidade, só perdendo para Júlio César. Seguro, ágil e numa fase onde a bola bate nas duas traves e corre a risca, sem entrar, ele é a garantia de segurança para o time.
Na defesa, pense bem. Alessandro, Chicão e William, são melhores do quê os jogadores do seu time, na mesma posição? Jogadores médios, com passagens médias em outros clubes, mas que cresceram uma barbaridade no Timão, se incorporando no esquema de Mano Menezes.
Já na esquerda, André Santos está sobrando. Se Dunga tinha alguma dúvida sobre ele ou Kléber, a decisão de ontem pôs fim na questão. Pena que já deve arrumar suas malas para o exterior.
No meio de campo, Cristian, renegado pelo Mengo, e Elias, ex-jogador da várzea paulistana há pouco tempo, são os cães de guarda, atacando e defendendo com a mesma desenvoltura. Dois achados! Douglas, na minha opinião, é o ponto frágil da equipe, o que menos brilha e decide. Já no ataque, dois pontas rápidos que acompanham os alas adversários de cabo a rabo. Não são raros os momentos de Jorge Henrique e Dentinho na defesa, ajudando o time na marcação.
E, finalmente, Ronaldo. Apostou e se deu muito bem. Trocou uma quase aposentadoria num time mediano da Europa ou nos Estados Unidos por um desafio de provar que ainda era capaz de atuar em um alto nível no Brasil. Gols decisivos, passes e o poder de chamar a atenção dos marcadores, abrindo espaços para os companheiros são algumas de suas armas, na maioria das vezes mortais.
Todos sob o comando de Mano Menezes. Sujeito turrão, por vezes mal educado, não muito bem visto por adversários, mas que consegue unir suas equipes em torno de ideais traçados e executados com um pré-planejamento eficaz, capaz de fazer inveja a outros técnicos com mais tarimba.
Não se pode esquecer do plano de ação do presidente Andrés Sanchez, que pegou um clube falido, sem crédito na praça, desmoralizado perante público, torcida e credores, com uma dívida que passava dos três dígitos. Além de equilibrar as contas (embora continue achando que rasga dinheiro ao não jogar no Morumbi, local de aumentar suas rendas, por puro “bico”) ele montou uma base para sair da segundona e chegar para a Libertadores em pouco mais de um ano e meio.
Jogadores baratos, um craque consagrado, técnico disciplinador e competente e a total integração entre torcida e time. É.. o timão voltou, mais forte do quê nunca!

comentado em July 2nd, 2009 at 10:46 pm