CBV na CVM
No Programa Arena Sportv de ontem (09/09) Ary Graça, presidente da CBV, foi o convidado principal. Dentre muitos temos abordados um me chamou a atenção: a abertura da CBV ao mercado financeiro.
Um dos argumentos utilizados por Graça é que colocar a prova a gestão da Confederação em uma manobra como essa só traz benefícios ao Vôlei. Como prova de que falava sério explicou que já realizou estudos com bancos e empresas do mercado financeiro para analisar a questão.
Pessoalmente acho isso interessante, mas confesso que não sei se tal modelo é legal do ponto de vista da lei.
Para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) autorizar a abertura de capital de uma organização existem algumas exigências entre elas Balanços, metas e transparência na gestão. Sem dúvida coisa que, caso aconteçam, serão excelentes para o Esporte.
Porém será que os investidores suportariam os escândalos relacionados a dirigentes e outros casos “típicos” do nosso modelo de gestão esportiva? E como os investidores irão reagir a questões como escolha do presidente e, principalmente, em algumas Confederações onde o presidente é praticamente dono? Do ponto de vista legal como se daria a escolha deste presidente? As Federações ligadas a Confederação não são sócias da Confederação. Elas poderiam votar?
Mas é um passo interessante a ser dado. Gosto da idéia mesmo ela exigindo reflexão no momento.
E você o que acha?
postado em Fernando Fleury| por: Fernando Fleury | 0 Comments