Sim, o Rio de Janeiro merece as Olimpíadas! Sim, o Brasil é a potência da AL
Sim, sim, parece tarde para falar de Olimpíadas. Pequim já era e a competição já não é uma pauta tão interessante. Apesar disso, ousei-me tocar no assunto após análises de diversos comentários, entrevistas e visões sobre o maior evento esportivo do mundo.
Para o governo brasileiro e para o COB, a prticipação nacional foi a melhor de todos os tempos. E, ao contrário da chuva de críticas, realmente o Brasil deu um passo a frente nos jogos de 2008. Mesmo que Diego Hypólito tenha sentado em cima do ouro e Daiane tenha errado da mesma forma que há 4 anos. Mesmo que o vôlei de praia tenha perdidoa supremacia, bem como os homens na quadra.
A decepção do futebol masculino aconteceu apenas para quem não conhece futebol. Até quando jornalistas renomados continuarão iludindo o povo com uma Seleção comandada por um “boneco de posto” e convocada por uma marca esportiva. Decepções de verdade - além da ginástica - foram Jadel, Thiago Pereira, Thiago Camilo e João Derly.
Estou nadando contra a maré de críticas porque o Brasil é, com certeza, a potência esportiva da América Latina. Ficamos atrás de Jamaica, Etiópia e Quênia (esses últimos africanos) no quadro de medalhas, mas esses países não representam absolutamente nada fora da pista de atletismo. O Brasil brigou chegou a finais em pelo menos 70% dos esportes. Além dos citados, estivemos brigando por medalha no Hipismo, Vela, Canoagem, Remo, Boxe, Luta greco-romana (sim, ficamos à uma luta do bronze) e Taekwondo.
No total, tivemos mais representatividade que Cuba, Polônia, Suécia, Grécia e vários “ricos” do hemisfério norte. Pela primeira vez encostamos em número de medalhas com países como Holanda e Espanha. Sem dúvida, os brasileiros podem esperar uma participação ainda melhor nas Olímpiadas de Londres 2012 e um segundo lugar no quadro de medalhas do Pan de Guadalajara 2011.
Por representar a América Latina (AL), por ser o líder do continente, o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro tem o direito de receber os jogos em 2016. A Cidade do México, tão ou mais caótica que a capital fluminense, já recebeu essa honra e o México é um zero a esquerda no cenário esportivo mundial. Estamos em ascensão e acredito que os resultados só não foram melhores porque para uns faltou investimento e para outros faltou nervos. Para os “da bola” faltou vergonha na cara e para as “da bola” faltou sorte.
Comparo o Rio a Barcelona 92. A cidade espanhola é a porta de entrada do país, assim como o cariocas se orgulham de serem a porta de entrada brasileira. E a Espanha fez a fétida e decadente Barcelona renascer como uma fênix.O Rio, infelizmente, se encontra em estado deplorável (eu percorri a avenida Brasil e fugi da zona sul para conhecer o “mundo Rio”). Se fosse qualquer outra cidade brasileira (e olha que sou mineiro e apaixonado por Belo Horizonte) este abandono seria “normal”, mas no Rio não. A capital fluminense não é apenas dos cariocas, é dos brasileiros porque é a imagem do país lá fora. São Paulo também carrega esse “fardo” mas é o Rio que balança (para bom ou ruim) a cabeça dos gringos lá fora.
As Olimpíadas tem que vir para o rio de Janeiro e torço muito para isso. Para quem diz que haverá corrupção e desvio de dinheiro eu apenas lamento pela roubalheira que realmente existe, mas prefiro acreditar que os jogos reconstruirão a porta de entrada do meu país. Prefiro crer que a iniciativa privada dará mais patrocínios aos esporte e que o governo estabeleça um plano olímpico. O maior exemplo de que os jogos mudam a vida de uma cidade e de um país foi o choro compulsivo dos parisienses depois da derrota para Londres. Paris vive uma das suas piores crises sociais desde a revolução burguesa e apostava nas Olímpiadas como uma das soluções.
Em 2016, espero estar sentado em um excelente lugar, vendo a cerimônia de abertura no Maracanã. Quero gritar por uma medalha de ouro no Maria Lenk e até chorar a perda de um título no Engenhão para depois voltar a torcer no Maracanazinho. Somos uma das maiores economias do planeta, um dos maiores exportadores de cérebros. Temos uma das democracias mais fortalecidas e uma imprensa respeitada por onde passa.
Chicago, Madrid e Tóquio tem mais “bala na agulha”? É óbvio, é mais do que óbvio. São cidades-chave de países potências economicas e políticas. Mas os yankees já organizaram em Los Angeles, St. Louis, Atlanta. Os nipônicos já receberam as competições na sua capital e os espanhóis sediaram com Barcelona. Agora é a nossa vez!
postado em | por: emerson | 1 Comment
