
O futebol brasileiro chegou aos Jogos de Pequim com a expectativa de conseguir o inédito ouro tanto no masculino quanto no feminino. O time de Dunga não chegou a convencer e caiu frente à Argentina na semi. A Seleção feminina também não apresentou um futebol a altura do que poderia, muito, na minha opinião, pelo pouca preparação que tiveram (vale lembrar que, para os Jogos de Atenas, as meninas, sob o comando de Renê Simões, passaram quase meio ano treinando). Mesmo assim, no confronto com a Alemanha, Marta, Cristiane e companhia mostraram do que são capazes e acabaram com as atuais campeãs mundiais.
Na final, a adversária era o time dos Estados Unidos, que tinha sido destruído pelas brasileiras no Mundial, há praticamente um ano. Favoritas, caíram diante de um time inferior tecnicamente e muito mais organizado. A prata teve um gosto amargo e deve piorar logo.
Segundo o repórter Bruno Freitas, do UOL, a CBF informou que condicionou o prêmio aos atletas das duas seleções apenas a uma eventual conquista da medalha de ouro. Essa informação, teria sido dada às atletas, assim como para o time masculino, assim que eles conquistaram a vaga para as semifinais.
Ou seja, as valentes jogadoras que conquistaram a medalha de prata não receberam um mísero centavo por terem defendido o Brasil. A CBF mostra mais uma vez uma enorme falta de sensibilidade com o futebol feminino já que, muitas delas, ganham menos de um salário mínimo por mês. A goleira Bárbara, por exemplo, sequer tem um time para jogar.
A organização comandada por Ricardo Teixeira mostra outra vez o descaso com as mulheres, que só interessam em anos de Olimpíadas ou Mundiais, rejeitando uma obrigação da CBF de fomentar o futebol no Brasil.
E a segunda edição da Copa do Brasil, quando vai sair? Será novamente nos mesmos moldes da fracassada edição de 2007?
Estamos de olho!