O Botafogo conseguiu ser protagonista de um vexame Monumental!
Dentro do estádio do River, foi eliminado da Copa Sul-Americana aos 47 do segundo tempo, perdendo de 4 a 2 para os argentinos. Mas quem não viu o jogo, pode até achar normal. Qual time não podeira perder para o River por esse placar, fora de casa?
Porém, qualquer um que tenha visto o jogo, reparou que foi uma HUMILHAÇÃO!
Vamos ao jogo:
O Botafogo começou jogadando com o regulamento e muito bem. Parecia ter aprendido que dar chutão pode ser útil e logo aos 10 min, após grande jogada de Joílson, que passou para Túlio cruzar e Lúcio Flávio abrir o marcador. 1 x 0. Neste momento, o River precisaria de no mínimo três gols para avançar.
Compacto como nunca atrás e saindo com rapidez e eficiência, o Fogão dava a entender que os traumas recentes foram esquecidos e seria a hora da virada. Doce ilusão para os torcedores alvinegros.
Aos 31, Falcao empata o jogo e aos 34 Zé Roberto é expulso, infantilmente (Mas cadê a surpresa!? Ele é especialista nestas coisas). Mas mesmo com um a menos, a raça alvinegra era grande, assim como a atuação de Max. Era…
Começa a segunda etapa. Aos 12, o Odvan argentino, Lusenhoff, comete mais uma falta e é expulso. Em igualdade de condições e com o campo totalmente aberto para os contra-ataques, Joílson arranca pela direita e toca para Dodô, sozinho, empurrar para as redes e “assegurar a classicação”. Essa frase provavelmente foi dita até pelo mais pessimista de todos.
O Botafogo ainda teve tempo de perder três gols INCRÍVEIS! Um com Dodô, que faria um golaço, com a marca do artilheiro, e dois com Jorge Henrique, que apesar de ser bom jogador, têm uma incrível capacidade de perder gols.
Quando Ahumada, aos 27, foi mais um do River a receber cartão vermelho, “não havia mais como perder”.
Foi quando começou o desastre anunciado. Com a cara do Botafogo e aquela velha frase, que se torna mais atual a cada segundo. “Existem coisas que só acontecem ao Botafogo”. E aconteceu.
Aos 28, Falcao chuta de longe e Max (E mais uma vez… Cadê a surpresa!? Nem me lembro a última vez que o Max não tomou um frango….) deixa a bola passar por baixo de seu corpo. 2 a 2.
Com o goleiro Carrizo na intermediária, o “Fogão” acuado e o técnico Cuca desesperado à beira do campo e Montenegro provavelmente arracando os últimos fios de cabelo, o River chega ao terciero gol aos 33, com Ríos.
O gol da classificação era questão de tempo. Com mais jogadores, o Alvinegro dava chutão e não conseguia pegar nenhum rebote, por incrível que pareça.
A Humilhação, o Vexame, A vergonha… Patético, Incompreensível, Fantástico, Inacreditável… Caso houvesse na língua portuguesa uma palavra só para unir tudo isso, seria pouco para contar como foi o jogo.
Aos 47 minutos, então, Ortega cruza da direita e… bem… é o fim do sonho.
Pequena retrospectiva do “Fogão” no ano:
Início do ano, em Saquarema. Bastava um empate com o Boavista, um time minúsculo do Rio de Janeiro. Perdeu por 3 a 1 e foi eliminado. Mas recuperou-se na Taça Rio e chegou a final do Carioca contra o Flamengo.E se deu o primeiro grande resultado normal transformado em vexame. Qual a anormalidade de perder uma final de campeonato para o Flamengo, assim como o Bota, um dos maiores clubes do Brasil e do mundo. Mas o “Fogão” vencia por 2 a 0 no primeiro jogo e… deixou empatar. Na segunda partida, saiu perdendo, virou o jogo e… depois disso, todos sabem o que aconteceu.
Na Copa do Brasil, foi mal no primeiro jogo das semifinais contra o Figueirense, fora de casa. Acontece. Conseguiu se recuperar na segunda partida, com o Maracanã lotado e aos 44… mais uma vez….
Agora não há mais o que falar, precisa trabalhar mais, separar quem quer ir até o final com o projeto do Botafogo e quem está lá só para ganhar salário e gastar na night.
Resta agora buscar uma solução para que isso não abale o grupo, pois ainda há um objetivo… e esse é literalmente o último. A vaga na Copa Libertadores é quase que obrigação depois de tudo que aconteceu no ano. O trabalho fora dos campos é praticametne perfeito. Os jogadores precisam mostrar agora, que podem representar o Glorioso dentro das quatro linhas.